13º Congresso Português de Hipertensão e Risco Cardiovascular Global - 07 a 10 de Fevereiro de 2019, Vilamoura - Algarve
 

Mensagem do Presidente da Comissão Organizadora


O 13º Congresso de Hipertensão (HTA) e Risco Cardiovascular Global (RCVG), a cuja comissão organizadora tenho a honra de presidir, subordina-se este ano ao tema "Sociedade Portuguesa de Hipertensão (SPH) na comunidade - pontes para o futuro". Sendo um evento de formação médica, é também um importante entreposto para troca de conhecimentos e experiência aquém e além-fronteiras. Uma vez mais, tentámos elaborar um programa abrangente e que esperamos vá ao encontro das expectativas de todos os congressistas.

Conferencistas de prestígio nacional e internacional abrilhantam o congresso e pontuam com notas de excelência o programa científico, chamando desde logo a atenção para a conferência inaugural dedicada ao papel da micro-inflamação na doença vascular, aos aspectos particulares do tratamento do doente hipertenso com doença coronária ou à preocupação real ou exagerada do risco de cancro relacionado com a terapêutica anti-hipertensora.

Este ano revisitamos a abordagem e tratamento da hipertensão arterial ao longo do ciclo da vida e veremos qual o estado da arte a propósito dos dispositivos médicos no tratamento da doença hipertensiva. Pela primeira vez vamos ter uma sessão formal conjunta entre a SPH e a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.

O risco vascular abordado sob diferentes ângulos, a relevância da diabetes no contexto global do risco vascular ou a visão da insuficiência cardíaca como etapa final do contínuo vascular no doente hipertenso, serão igualmente aspectos desenvolvidos ao longo do congresso.

Não deixaremos, uma vez mais, de contar com o intercâmbio científico com as nossas congéneres do Brasil e da Hungria materializado em sessões conjuntas e de acolher também a já tradicional sessão com a Sociedade Europeia de Hipertensão.

O atraso no diagnóstico e as formas de aumentar a percentagem de hipertensos diagnosticados, aspectos particulares da metodologia diagnóstica e da avaliação do impacto da hipertensão nos órgãos-alvo ou ainda, a importância que nunca deve ser desdenhada da adesão à terapêutica e das suas consequências, compõem uma parte relevante do programa deste ano.

Um ponto alto do congresso é a sessão magna com a Medicina Geral e Familiar, que iremos revestir duma nova roupagem, prometendo animada discussão e partilha de saberes. A grande maioria dos doentes hipertensos está nos cuidados de saúde primários e temos seguramente que discutir, para além de casos clínicos de maior complexidade, formas de melhorar a integração de cuidados.

A formação médica contínua não deixará de ser contemplada, através de dois cursos: um de HTA secundária e outro de perspectivas futuras no RCVG.

Contamos com a presença dos mais jovens, quer através da apresentação de trabalhos científicos, quer na participação activa nas diversas sessões e nomeadamente naquelas organizadas pelo núcleo de internos da Sociedade Portuguesa de HTA.

Finalmente, os diferentes simposia patrocinados pela indústria farmacêutica contribuem para abordar o RCVG sob diferentes visões ou como importante complemento do programa científico.

Marcamos encontro com todos vós em Vilamoura.
Sejam bem-vindos!


Vitor Paixão Dias